Para tentar responder a tal pergunta (um tanto tendenciosa, ostente-se isso), valho-me a recorrer ao primeiro post que deu início a este blog, em que enfatizo: "o uso da força por si só não é capaz de abalar uma ideia fortemente enraizada, é como combater algo que não se renderá. Assim, o emprego das idéias sempre prevalecerá sobre o emprego das armas, ainda que esta venha causar enorme dano". Assim, basta-se ater-se que a aversão ao Estados Unidos pelos países árabes, em sua maioria, aumentou durante este tempo, não sendo a toa a ascensão de grupos islâmicos nestes países, como é o caso da primavera árabe, promovida, sobretudo, por grupos islâmicos, que derrubou diversos ditadores pró-ocidente em países árabes neste ano, situados no norte da África e Oriente Médio.
Se, realmente, os Estados Unidos quisessem combater o terrorismo, não seria mais viável a estes tentar exterminar a ideia de aversão que os países árabes têm ao tio Sam? Entretanto, a tática de subjugação e imposição de força parece com um tiro que saiu pela culatra, pois uniu, ainda mais, os países árabes em uma comunidade pan-arábica, de índole nacionalista, que não compartilham maior aproximação com Washington.
Não pretendendo estender-me demasiado neste post, já que é uma consequência natural do que foi postado no primeiro post deste blog (maio/2011), finalizo-o com a anexação de uma foto da Carta Capital, que trata do assunto em um artigo de singular lucidez, e para aqueles, que como eu, gostam de números, trago a quantia de gastos dos EUA com guerras desde 2001, segundo a "Cost of War" (http://costofwar.com/en/)

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