sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Estados Unidos da América: disrupted flight

Ao voltar ao fatídico 11 de setembro de 2011, deparamo-nos com uma tragédia vivenciada mundialmente, seja presencialmente ou mediante os mais diversos meios de comunicação existentes, refiro-me aos atentados terroristas proferidos por grupos radicais do oriente contra o império que ostenta a maior economia mundial. Passados 10 anos da tragédia, resta a indagação: depois de exaustivos esforços em prol do combate ao terrorismo pela nação hegemônica, qual é o resultado até então?

Para tentar responder a tal pergunta (um tanto tendenciosa, ostente-se isso), valho-me a recorrer ao primeiro post que deu início a este blog, em que enfatizo: "o uso da força por si só não é capaz de abalar uma ideia fortemente enraizada, é como combater algo que não se renderá. Assim, o emprego das idéias sempre prevalecerá sobre o emprego das armas, ainda que esta venha causar enorme dano". Assim, basta-se ater-se que a aversão ao Estados Unidos pelos países árabes, em sua maioria, aumentou durante este tempo, não sendo a toa a ascensão de grupos islâmicos nestes países, como é o caso da primavera árabe, promovida, sobretudo, por grupos islâmicos, que derrubou diversos ditadores pró-ocidente em países árabes neste ano, situados no norte da África e Oriente Médio.

Se, realmente, os Estados Unidos quisessem combater o terrorismo, não seria mais viável a estes tentar exterminar a ideia de aversão que os países árabes têm ao tio Sam? Entretanto, a tática de subjugação e imposição de força parece com um tiro que saiu pela culatra, pois uniu, ainda mais, os países árabes em uma comunidade pan-arábica, de índole nacionalista, que não compartilham maior aproximação com Washington.

Não pretendendo estender-me demasiado neste post, já que é uma consequência natural do que foi postado no primeiro post deste blog (maio/2011), finalizo-o com a anexação de uma foto da Carta Capital, que trata do assunto em um artigo de singular lucidez, e para aqueles, que como eu, gostam de números, trago a quantia de gastos dos EUA com guerras desde 2001, segundo a "Cost of War" (http://costofwar.com/en/)










sábado, 10 de setembro de 2011

Dùvida


Dúvida

Na vida, há temores!
Tremo de angústia pelo que está por vim
Incerteza não é dádiva que se acolhe
Sigo vasculhando nos escombros do passado

Engano-me ao pensar nas maravilhas mundanas
Não sou fã do otimismo desenfreado,
Nem aquele que se conduz por mero deleite.

Se sigo nesta impávida olvidação,
É porque almejo o horizonte em busca de solução.
Se não a encontro ou nunca a encontrarei,
Resigno-me com o transladar da vida

Peno ao pensar em minha condição humana
Estaria em situação passageira ou navego em espaçonave sideral?
Terá um fim toda a existência?
Aliás, o que é a existência além de nossa percepção?

E com a licença do poeta Fernando Pessoa, concluo que
Duvidar é preciso, viver não é preciso

Natal/RN, 10/09/2011
João Leão