Sabe-se, ao estudar um pouco a história ocidental, que na idadé média, no modelo de produção feudal, se imperava a servidão. Por meio da vassalagem, o servo tinha a seu dispor uma gleba a cultivar em troca de prestar serviços ao Senhor feudal, que em contrapartida o protegia. Assim, era comum que o servo, em uma semana, trabalhasse 4 dias em sua gleba e 2 dias na gleba do seu Senhor, dedicando 1 dia ao repouso.
Para alegrar os servos e mostrar o quanto é bonzinho, o Senhor feudal esporadicamente realizava uma festança com vinho para todos. No entano, os servos passaram a demandar mais festas, o que acarretou em mais dias de serviços prestados ao Senhor.
Num país chamado Bolafora, todas as pessoas trabalham do início do ano até o dia 17 de maio apenas para o Estado (38% do ano), com o restante do ano destinado a trabalhar para si próprio e sua família. Os governantes, os quais detêm a autonomia de decidir o que fazer com os serviços prestados pelos cidadãos, alegam promover o interesse público em prol do cidadão, dando-lhe proteção e construindo estádios de futebol para a alegria geral.
Ainda neste fatídico país, os cidadãos adoram os serviços gratuítos ou os com preços reduzidos, como passe livre no transporte público, meia entrada de cinema e espetáculos, entre outros, pois isso os onera menos, afinal de contas, são todos espertos.
Apesar das similitudes entre a vida dos habitantes de Bolafora e os que viviam no feudalismo, Bolafora jamais pode considerar-se inserida no feudalismo, já que se encontra na era contemporânea, sendo um Estado fundado por pilares democráticos. Logo, por seus habitantes não prestar serviços compulsórios aos Senhores feudais da idade média, eles podem ser considerados livres e donos de si mesmo.