quarta-feira, 25 de julho de 2012

Populistas gostam tanto do país, que não largam o poder por nada.


Ainda lembro como se fosse hoje. O ano era 2002, grande oportunidade do PT aproveitar-se do parco crescimento econômico do país para impor seu projeto político. Nascido no berço da igreja católica em conjunto com sindicatos e demais esferas trabalhistas, além de simpatizantes com a causa operária, o partido surgia como a salvação dos menos abastados.

Passaram-se quase 10 anos desde então, e o partido da causa trabalhista ainda se mantém no poder. Parece crescer cada vez mais a custa de alianças diversas, não importando qual direção tenha o grupo político - direita, esquerda, centro, diagonal, cabeça para baixo.

Com isso em mente, resta indagar-se qual projeto político existe para o desenvolvimento da nação? Como este grupo que está no poder projeta o Brasil para daqui a 10, 20, ou até 50 anos? Para eles, na verdade, é mais fácil pensar a cada 4 anos, quando há eleições. Não fazes nenhum grande esforço mental, caro leitor, ao perceber que só há um único projeto em voga: manter-se eternamente no poder. Já dizia o chanceler Otto von Bismarck: "Aqueles que gostam das leis e das linguiças jamais devem assistir ao seu processo de fabricação". E eu vou além: os que assistem à mídia por um bom discurso político não gostariam de saber como se dar o processo intrínseco.

O populismo clássico, aquele de tempo atrás, lá na ditadura de Vargas, parece ser a melhor forma de governar um país, pois se não fosse, não haveria tanta popularidade no Lulismo. Enquanto há programas governamentais do tipo esmolas para todos, esconde-se uma mazela que se propaga no país há gerações. Refiro-me ao povo alienado, sem educação, às margens da sociedade, que para não morrer de fome aguarda mais uma esmola dos céus.

O problema estrutural persiste, e para entendê-lo melhor valho-me de um jargão popular - melhor ensinar a pescar que dar um peixe. Neste contexto, dar peixe se refere ao assistencialismo do governo, enquanto ensinar a pescar, a suprir o país com educação de qualidade, principalmente nos níveis mais básicos. A educação, por posicionar os mais carentes no mercado, é a chave para eliminar a pobreza. O que beneficia a todos, pois a maior qualificação aumenta a produtividade do país, gerando maior crescimento econômico.

Ainda, na educação, deve-se pautar pela formação de cidadãos capazes de observar a sociedade de forma crítica e reestruturar a governança no país. Para isso, informação não basta, necessita-se, antes de tudo, de formação. Disciplinas humanas como sociologia, filosofia, história, geografia, noções cívicas, devem ser lecionadas desde cedo, já no ensino fundamental. Só assim haverá verdadeira democracia, com a participação mais ativa da sociedade na formação do governo.

Se não houver, independente de qual grupo político esteja no poder, uma restruturação do país para arrancar de vez o germe da escravidão, seremos sempre um estamento social, em que a grande massa de alienados será manobrada como gado marcado.