Dúvida
Na vida, há temores!
Tremo de angústia pelo que está por vim
Incerteza não é dádiva que se acolhe
Sigo vasculhando nos escombros do passado
Engano-me ao pensar nas maravilhas mundanas
Não sou fã do otimismo desenfreado,
Nem aquele que se conduz por mero deleite.
Se sigo nesta impávida olvidação,
É porque almejo o horizonte em busca de solução.
Se não a encontro ou nunca a encontrarei,
Resigno-me com o transladar da vida
Peno ao pensar em minha condição humana
Estaria em situação passageira ou navego em espaçonave sideral?
Terá um fim toda a existência?
Aliás, o que é a existência além de nossa percepção?
E com a licença do poeta Fernando Pessoa, concluo que
Duvidar é preciso, viver não é preciso
Natal/RN, 10/09/2011
João Leão
Natal/RN, 10/09/2011
João Leão
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