sábado, 10 de setembro de 2011

Dùvida


Dúvida

Na vida, há temores!
Tremo de angústia pelo que está por vim
Incerteza não é dádiva que se acolhe
Sigo vasculhando nos escombros do passado

Engano-me ao pensar nas maravilhas mundanas
Não sou fã do otimismo desenfreado,
Nem aquele que se conduz por mero deleite.

Se sigo nesta impávida olvidação,
É porque almejo o horizonte em busca de solução.
Se não a encontro ou nunca a encontrarei,
Resigno-me com o transladar da vida

Peno ao pensar em minha condição humana
Estaria em situação passageira ou navego em espaçonave sideral?
Terá um fim toda a existência?
Aliás, o que é a existência além de nossa percepção?

E com a licença do poeta Fernando Pessoa, concluo que
Duvidar é preciso, viver não é preciso

Natal/RN, 10/09/2011
João Leão

Nenhum comentário:

Postar um comentário