Sentado descontente neste vão
Vendo as ondas chegarem a mim
Dissolvendo em meus pés
Busco a ilusão de uma vida diferente
Não é a toa que encaro a solidão
Se fosse poeta buscaria escrever o que sinto
Em busca de alguém a me compreender
Os prantos não me permitem maiores lástimas
Um dia chegará o dilúvio final
E aquela onda agora se transforma em juízo final
Deveria encará-la com nostalgia
Algo me entoa no âmago da alma
E luto por não ser levado
Natal/RN, 11 de maio de 2011.
João Leão
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